O setor de serviços perde fôlego — sem perder o patamar elevado
O volume de serviços recuou 0,1% em agosto na comparação com julho, após estabilidade em julho e alta de 0,1% em junho. O dado divulgado pelo IBGE não representa uma contração expressiva, mas sugere uma atividade com menor impulso no curto prazo. Em relação a agosto de 2025, o setor ainda cresceu 0,6%; no acumulado de 12 meses, avançou 2,2%. A atividade segue 19,9% acima do patamar de fevereiro de 2020 e apenas 0,3% abaixo do recorde de outubro de 2025.
Contexto e interpretação editorial +
A decomposição importa mais que a manchete: serviços às famílias avançaram 2,1%, enquanto outros serviços recuaram 1%, transportes caíram 0,2% e serviços profissionais e administrativos perderam 0,2%. A estabilidade do conjunto pode esconder dinâmicas muito distintas. Para avaliar consumo e emprego, vale acompanhar a sequência de meses, não uma oscilação isolada.